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domingo, dezembro 6

A Importância dos Exames Ginecológicos na Pós-Menopausa


Não é segredo que as mulheres devem fazer acompanhamento ginecológico regular para manter a saúde em dia. Porém, a rotina ginecológica no período que sucede a chegada da menopausa pode suscitar dúvidas. O ginecologista Luciano Pompei, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), ressalta a importância de não confundir o período de pós-menopausa com a “terceira idade”, termo utilizado comumente para designar as pessoas que chegam aos 60 anos ou mais.

“O mais importante para nós, ginecologistas, é a divisão entre a fase reprodutiva da mulher, o momento da chegada da menopausa e a pós-menopausa. Não necessariamente esta última significa ‘terceira idade’. Inclusive, há mulheres que tem menopausa precoce, antes dos 45 anos”, explica.

Segundo o Dr. Pompei, a periodicidade da visita ao ginecologista depende de cada caso, mas, normalmente, o ideal é consultar o especialista uma vez ao ano. Alguns exames específicos, no entanto, são indicados para todas as pacientes, independentemente do histórico clínico individual. Confira, abaixo, os exames ginecológicos imprescindíveis no período da pós-menopausa.

Mamografia: Detecta, precocemente, um possível câncer de mama. É recomendado pelos médicos a partir dos 40 anos e, dependendo do risco de cada mulher, deve ser refeito a cada um ou dois anos.

Exames de sangue: Analisam, principalmente, colesterol e triglicerídeos, além da função renal e a dosagem dos hormônios da tireoide. Somente com os resultados é possível recomendar os intervalos para sua repetição e quais medidas a ser tomadas, se necessário.

Exame preventivo do colo de útero (mais conhecido como Papanicolaou): Segundo recomendação do Ministério da Saúde, a mulher deve realizar esse exame até os 65 anos. Já a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) o indica até os 70. Ainda de acordo com Ministério da Saúde, como regra geral, em caso de resultados sem alterações em dois exames consecutivos com intervalo de um ano entre si, a repetição passa a ser indicada a cada três anos.

Ultrassonografia pélvica (preferencialmente transvaginal): Não há consenso claro; a maioria dos médicos defende que seja anual, enquanto outros solicitam o exame somente se houver reclamação de sangramento ou queixa uterina. “Particularmente, defendo a realização anual”, diz o ginecologista.

Densitometria óssea: Permite o diagnóstico de osteoporose e de osteopenia (baixa densidade óssea). A mulher sem motivos aparentes para ser considerada de maior risco para fraturas osteoporóticas recebe a indicação a partir dos 65 anos de idade. Se há riscos, o pedido é antecipado. Em casos de menopausa precoce, a primeira desintometria deve ser realizada aos 50 anos.

Exames Clínicos: O exame físico realizado no consultório também é importante. Além do exame físico geral, o médico poderá fazer palpação das mamas, exame especular e exame de toque, para checar a existência de anormalidades mamárias ou pélvicas.

“Por isso, é imprescindível consultar o ginecologista, mesmo quando a paciente não tem vida sexual ativa e não menstrua mais. Em todas as idades, as mulheres nunca devem deixar a saúde de lado e parar de se cuidar”, conclui.

quarta-feira, setembro 23

O Mito do Exame da Próstata

Segundo o Dr. Maluf, é normal a próstata se desenvolver com a idade. O fato de ela crescer não significa que seja câncer, nem que irá se formar um tumor
Em entrevista exclusiva ao Portal Terceira Idade, o urologista Dr. Roberto Eid Maluf fala sobre as causas e tratamentos para o câncer de próstata, que atinge 18% da população masculina

Já está havendo uma desmistificação do exame da próstata. Hoje, o homem já procura espontaneamente o médico, sem a pressão da família ou da esposa que obriga o homem a vir”, relata o Dr. Roberto Eid Maluf, urologista do Hospital Santa Cruz, em São Paulo, e especialista na área pela Sociedade Brasileira de Urologia.

Em entrevista exclusiva ao Portal Terceira Idade, o Dr. Maluf fala sobre o mito do exame da próstata, as causas e tratamentos para o câncer que atinge aproximadamente 18% da população masculina, o que significa um paciente para cada 6 homens.

O mito do exame de toque

Segundo Maluf, o exame da próstata é recomendado a partir dos 45 anos de idade, uma vez por ano. Quando há casos na família, recomenda-se fazê-lo já a partir dos 40. O exame é importante, pois o câncer de próstata não apresenta sintomas. A cura, hoje em dia, é possível sem quimioterapia, através de cirurgia ou de radioterapia.

O exame, que não necessita de preparos, é rápido e indolor. O toque – tão temido pelo público masculino – é necessário, pois, junto com o exame de sangue (PSA), é possível detectar aproximadamente 90% dos tumores de próstata.

As causas podem ser genéticas ou ambientais. Até a alimentação pode influir no desenvolvimento de tumores do órgão. “As comidas gordurosas que os países ocidentais fazem mais consumo poderia ser uma das causas. No Japão e na China, a incidência é rara”, destaca o médico.

“É normal a próstata se desenvolver com a idade. O fato de ela crescer não significa que seja câncer, nem que irá se formar um tumor”, finaliza.

Assista à entrevista completa clicando no vídeo acima.

quarta-feira, novembro 6

Conheça os exames médicos básicos para idosos


O geriatra Omar Jaluul, presidente da sessão paulista da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), indica os exames que devem virar rotina na vida de homens e mulheres a partir dos 60 anos. Mas alerta para exageros desnecessários. Para Jaluul, o ideal é fazer apenas os exames que o médico solicitou, sem se submeter aos checkups ultracompletos que existem no mercado.

- Checkup é fundamental, mas o exagero no número de exames é ruim. Precisa ser feito o essencial: ir ao médico, fazer o indicado, mas parar por ai. Não tem que ficar procurando coisas muito diferentes onde não há sintomas.

Pressão arterial: verifica o nível da pressão arterial e indica possíveis alterações (alta ou baixa). A pressão arterial é determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que ele encontra para circular no corpo. Ela é considerada normal quando está em 120x80 mmHg (milímetros de mercúrio) e se não ultrapassar 130x85 mmHg. Em caso de pressão ao alta, esse número fica acima de 140x90 mmHg, o que pode acarretar desmaios, ataque cardíaco e, em casos extremos, a morte. A pressão baixa (menor do que 120x80 mmHg) não preocupa tanto os médicos. Mas níveis muito baixos de pressão provocam sonolência, tonturas, desmaios e até a morte.

Exames básicos de sangue:

Hemograma: o exame de coleta do sangue pode detectar anemia. Deve ser feito uma vez por ano a partir dos 60 anos.

Ureia e creatinina: exame para checar as funções renais e possíveis alterações, como insuficiência renal. Deve ser feito uma vez por ano, a partir dos 60 anos.

TSH (hormônio estimulante da tireoide): o exame é indicado para detectar alterações na produção de hormônios da tireoide. O TSH é um hormônio que regula a produção dos hormônios tireoidianos (T3 e T4). Quando a produção está alta, o nível de TSH diminui, e quando está baixa, aumenta, para estimular a produção dos hormônios da tireoide. O nível baixo do TSH indica hipertireoidismo. Se o nível de TSH é alto, indica hipotireoidismo. Deve ser feito uma vez por ano, a partir dos 60 anos.

Glicemia de jejum: o exame detecta o diabetes (deficiência de produção ou ação da insulina, que causa o aumento anormal de glicose no sangue). Deve ser feito a partir dos 60 anos.

Colonoscopia: o exame pode detectar precocemente o câncer nos intestinos (grosso e delgado). Deve ser feito uma vez por ano a partir dos 50 anos. Se tiver casos na família, é indicado fazer o primeiro exame aos 40 anos. O câncer no intestino grosso também pode ser detectado por um exame chamado pesquisa de sangue oculto nas fezes, já que cânceres e pólipos instalados no intestino podem sangrar em pequenas quantidades, invisíveis a olho nu. No exame, é possivel enxergá-lo nas amostras, que devem ser colhidas três vezes por ano.

Papanicolau: a partir dos 65 anos, se o exame apresentar resultado normal durante três anos seguidos, ele pode ser suspenso, desde que a mulher não tenha vida sexual promíscua. O exame tem a função de detectar câncer de colo do útero.

Mamografia: o exame de avaliação das mamas é feito por raio-X. O primeiro deve ser feito entre os 35 e 40 anos. Após os 40, uma vez por ano. O objetivo da análise é prevenir ou detectar o câncer de mama. Detalhe: homens e mulheres podem desenvolver o câncer.

Densitometria óssea: assim que completar 65 anos ou depois da menopausa, o exame deve ser realizado na mulher a cada dois anos para prevenir a osteoporose (perda anormal da massa dos ossos). O exame mede a densidade dos ossos e a possível perda de massa óssea.

Teste ergométrico (ou de esforço): o exame mede a capacidade cardíaca e verfica a existência de doenças cardiovasculares, como aterosclerose e hipertensão, por meio de exercícios físicos na esteira ou na bicicleta ergométrica. É indicado fazê-lo uma vez por ano a partir dos 30 anos. A partir dos 60, é fundamental para quem pretende começar uma atividade física.

Exame da próstata: detecta o câncer de próstata, uma glândula masculina que envolve a uretra e produz um líquido que compõe o sêmen. Do tamanho de uma azeitona, está localizada entre a bexiga e o reto. Para detectar o câncer é necessário fazer três exames complementares: o toque retal (introdução do dedo indicador coberto por uma luva no ânus do paciente), a ultrassonografia transretal (introdução de aparelho com microcâmera no ânus) e o exame de sangue PSA (antígeno prostático-específico), que mede os níveis de uma substância relacionada a alterações na próstata. É recomendável fazer o primeiro exame de próstata depois dos 40 anos. Aos 50, deve-se fazê-lo uma vez por ano, pois o risco de câncer aumenta com a idade.

Ultrassom de abdômen: exame indicado para homens fumantes, detecta aneurisma de aorta (dilatação da artéria aorta, que pode se romper). É recomendado fazer o primeiro exame a partir dos 50 anos. Não é indicado para mulheres dessa faixa etária porque, segundo o urologista, o índice de mulheres que fumam nessa idade é muito menor do que o dos homens. O paciente só deve voltar a fazer o exame se for detectado algum problema na artéria. 

Paz!