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sexta-feira, maio 27

Em 2050, 30% da população do Brasil será de idosos


O Brasil está envelhecendo! A conclusão é do Relatório Mundial de Saúde e Envelhecimento, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o relatório, o número de pessoas com mais de 60 anos no país deverá crescer muito mais rápido do que a média internacional. Enquanto a quantidade de idosos vai duplicar no mundo até o ano de 2050, ela quase triplicará no Brasil. 

No País, a porcentagem atual, de 12,5% de idosos, deve alcançar os 30% até a metade do século. Segundo a OMS, uma nação é considerada “envelhecida” quando mais de 14% da população é constituída de idosos – como são, atualmente, França, Inglaterra e Canadá, por exemplo. 

Taxa de natalidade 

“Enquanto a expectativa de vida aumenta, a taxa de natalidade diminui. No Brasil, há mais de 15 anos nascem menos crianças que o necessário para repor os pais, ou seja, os casais estão tendo uma média de filhos inferior a dois. Enquanto isso, as pessoas estão vivendo por mais tempo. O resultado desta equação é um crescimento muito rápido na proporção de idosos no país”, afirma Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional para Longevidade no Brasil e membro da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigáveis aos Idosos da OMS. 

Viver mais não significa viver melhor 

A conclusão do estudo, que em um primeiro momento pode refletir um avanço na qualidade de vida da população, preocupa especialistas. Isso porque, junto com o aumento na expectativa de vida, vem o alerta: viver mais não significa viver melhor. 

Segundo Kalache, enquanto em países europeus o processo de envelhecimento da população aconteceu de forma lenta e somente depois de um enriquecimento das nações, na qual problemas de infraestrutura já estavam resolvidos, o mesmo não ocorreu por aqui. 

De acordo com o relatório da OMS, um brasileiro que vive 75 anos teria uma média de 65 anos com qualidade de vida, sendo os últimos 10 associados a doenças, dependência de cuidados especiais e deficiências. “Em muitos países, como em grande parte daqueles do norte da Europa, as pessoas tem uma expectativa de vida acima dos 80 anos, e um número de anos perdidos com doenças inferior a 10. Elas vivem mais tempo e com melhor qualidade”, compara o especialista. 

Para Renato Bandeira de Mello, geriatra e professor da Faculdade de Medicina da UFRGS, um dos principais desafios atuais do Brasil melhorar a qualidade de vida dos idosos está relacionado à qualidade do atendimento primário de saúde e à formação de profissionais especializados em terceira idade. 

Estereótipo 

Um dos pontos principais levantados pelo relatório da OMS é a rejeição ao estereótipo dos idosos como frágeis e dependentes, destacando que, enquanto algumas pessoas mais velhas exigirão cuidados e apoio, as populações idosas, em geral, são muito diversas e podem fazer várias contribuições para as famílias, comunidades e sociedade em geral.

Fotos/ilustrações: divulgação

*Jo Tozzatti*

quinta-feira, janeiro 8

Encontro discutiu como mulheres e homens vivenciam o envelhecimento de formas diferentes

Com o tema “Envelhecimento e Gênero”, o encontro discutiu 
direitos de homens e mulheres em processo de envelhecimento

O Portal Terceira Idade participou do II Fórum Internacional de Longevidade, que aconteceu em outubro, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de representantes de governos e organizações internacionais.

Aspectos sociais e biológicos têm influência na maneira como homens e mulheres envelhecem? Para debater esta e outras questões, representantes de governos estrangeiros, da Organização das Nações Unidas (ONU) e de diversas instituições internacionais que lidam com a terceira idade, além de jornalistas dos principais órgãos de imprensa do País, estiveram presentes ao II Fórum Internacional de Longevidade, que aconteceu entre os dias 16 e 17 de outubro, no Rio de Janeiro. 

Com o tema “Envelhecimento e Gênero”, o encontro, mediado por Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC, na sigla em inglês), contou com a participação de representantes do Portal Terceira Idade, entre eles, Tony Bernstein, jornalista e diretora geral do Portal, Karol Bernstein, diretor de tecnologia da informação, e Rafael Peregrina, diretor de sustentabilidade. 


Política, trabalho, finanças, seguridade social, direitos de homens e mulheres em processo de envelhecimento, foram temas abordados em painéis conduzidos por representantes do Parlamento Canadense, Organização Internacional do Trabalho, Help Age International e Rádio CBN/GloboNews. A consolidação do debate incluiu discussão em grupos sobre as principais questões para a prática e as políticas necessárias, bem como suas implementações. 

Conscientizar o jovem sobre envelhecimento

“Devemos ter no ensino, desde o primário até o nível universitário, aprendizados sobre envelhecimento, e que isso faça parte da LDB (Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e seja incluído no MEC. É necessário conscientizar a população sobre envelhecimento, incentivando os jovens a trabalhar com idosos”, relatou Rafael Peregrina (na foto, abaixo), do Portal, que participou de um dos grupos de discussão. 

“Sendo jovem e trabalhando com idosos, eu incentivo outros jovens a terem interesse em trabalhos com faixa etária. Hoje em dia, temos poucos jovens engajados nesse trabalho”, enfatizou.



Coordenadora de redação e interatividade do Portal

*soninha*

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