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sábado, dezembro 12

Combater a solidão com jazz


Idosos e jazz sentados à mesma mesa. Uma forma de combater a solidão, que junta dezenas de idosos que vivem sozinhos, na alta e na baixa de Coimbra.

A iniciativa "Chá das Cinco" partiu do JACC - Jazz ao Centro Clube e juntou a Atlas, uma ONG - organização não-governamental, que desenvolve o "Velhos Amigos" em Coimbra e Leiria, um projeto que ampara os idosos aos fins de semana, quando as IPSS - Instituições Particulares de Solidariedade Social - não o fazem. 
O "Chá das Cinco" pretende afirmar-se como um projeto comunitário, que alia a música ao envelhecimento ativo 
Idosos, sozinhos, isolados e sem família, como é o caso de Ilda Simões, que gosta de ser chamada por "Ti Ilda". A música para ela é um encanto, embora nunca tivesse tido oportunidade de apreciar jazz. "Isto é muito bom. Ainda há gente muito boa. Costumo passar as tardes de sábado a ler ou a rogar pragas à minha vida", conta emocionada. 
Isabel Piedade cuida do marido com afinco, que está acamado. Veio ao "Chá das Cinco" apenas para "espairecer" e saiu satisfeita com o lanche, por causa "do convívio, deste carinho, deste ambiente tão formidável. Para ser sincera nunca fui muito feliz, o meu marido bebia muito. A música é ótima, só é pena não ser mais baixa por causa dos meus ouvidos, mas para a mocidade é boa". 
Dois exemplos de quem passa os fins de semana na solidão. Dois exemplos de um público que não se foca no Jazz. O "Chá das Cinco", como garante Catarina Pires, do Jazz ao Centro, é o primeiro passo para criar um projeto comunitário. "Um espaço onde venham os idosos e que sirva para combater a solidão, sendo algo comunitário, de arte comunitária. Aliamo-nos à Atlas porque eles já tinham conhecimento do terreno", explica. 
Natália Antunes, coordenadora do projeto "Velhos Amigos", da Atlas, explica que a iniciativa decorre aos sábados e domingos porque "as IPSS só apoiam de segunda a sexta-feira, ficando o fim de semana a descoberto. A antiga presidente da Atlas juntou um grupo de amigos, que se tornaram voluntários, juntou alguns restaurantes e conseguiu ir buscar comida tornando os restaurantes parceiros e nós vamos a casa de todos levar as refeições durante todos os fins de semana do ano", garante.
Pelo meio do jazz houve espaço para uma tuna acadêmica, uma mistura musical que temperou o lanche oferecido aos idosos e trazido ao Jazz ao Centro pelos voluntários da Atlas. 
O primeiro de vários chás estava programado ser ao som da música de Noiserv, mas o músico português adoeceu e o chá terá de ser reagendado para janeiro, tendo o espetáculo ficado a cargo dos alunos do curso profissional de Jazz do Conservatório de Coimbra. 
O "Chá das Cinco", que vai juntar idosos à volta de um lanche e do Jazz vai ser mensal.
A iniciativa é promovida pela JACC - Jazz ao Centro 
Clube, uma organização sem fins lucrativos, que nasceu da Coimbra Capital Nacional da Cultura 2003.

segunda-feira, agosto 24

Idosos usam TV para suprir carência


Dos 15 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, 87% assistem à TV todo santo dia, segundo o estudo Panorama da Maturidade, realizado pelo instituto Indicator. É a necessidade de suprir a carência deixada pela falta do parceiro e da família que justifica o índice de audiência tão alto, segundo a psicoterapeuta especializada em maturidade Maria Celia de Abreu. Porém, "nada substitui o toque e o carinho. Pode amenizar, mas não completa", diz ela.

Muitas vezes deixado de lado pela família, ainda que vivendo sob o mesmo teto, o idoso é "largado" em frente da TV para não incomodar. "É socialmente inaceitável manter o idoso trancado sozinho dentro de um quarto, mas, se diante dele tiver uma televisão, tudo bem. É uma maneira de a família se livrar da culpa de, além de não dar atenção ao parente, impedir que ele atrapalhe a rotina. E ele mesmo sabe disso", diz Abreu.

Manter-se "grudado" ao aparelho também pode causar danos à saúde, "que vão de demência a mal de Alzheimer", diz Cássio Bottino, coordenador do Projeto Terceira Idade do HC.

segunda-feira, junho 1

Crimes cometidos por idosos aumentam na Coreia do Sul


Delitos violentos realizados por coreanos acima dos 65 cresceram 40% em dois anos.

A Coreia do Sul vem assistindo a um aumento no número de crimes cometidos por idosos.

Estatísticas oficiais divulgadas recentemente pela polícia revelam que crimes violentos realizados por coreanos de 65 ou mais cresceram quase 40% entre 2011 e 2013, informou o jornal Korean Times.

A taxa de crimes cometidos por idosos também vêm aumentando a um ritmo mais rápido do que o crescimento dessa população.

Enquanto a população de coreanos acima de 65 anos cresceu 9,6% no período, o número de delitos perpetrados por pessoas dessa faixa etária aumentou 12%.

Os números surpreendem porque a criminalidade permaneceu igual ou caiu entre outros grupos etários, acrescentou o jornal.

"A maior razão por trás do aumento de crimes cometidos por idosos é que ninguém se importa com eles", afirmou Lee Soo-jung, professor de psicologia criminal, ao site de notícias Korea Observer. "Expandir os programas de bem-estar social a essa camada da população e considerar a idade como um fator importante para a distribuição de benefícios ajudará a evitar os crimes realizados pelos idosos".

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 49% dos coreanos acima de 65 anos vivem em pobreza relativa (quando um indivíduo ou família tem o mínimo necessário para subsistir).

Em seu editorial, o jornal Korea Times disse que o governo deveria ter se antecipado ao problema do crescimento dos crimes cometidos por idosos, já que as mudanças demográficas são previstas no país.

Nos últimos anos, o governo sul-coreano vem tentando encontrar formas de incentivar a baixa taxa de natalidade do país.

Na capital Seul, pela primeira vez, a população de idosos ultrapassou a de crianças, e as estatísticas mostram que mais de 250 mil pessoas acima de 65 anos vivem hoje sozinhas.



quinta-feira, janeiro 24

Suicídio de Walmor Chagas serve de alerta para a depressão na velhice


O suicídio do ator, diretor e produtor Walmor Chagas,  no dia 18 de janeiro, trouxe à tona um assunto espinhoso, mas de suma importância: a depressão na terceira idade. Aos 82 anos, Walmor vivia praticamente isolado em um sítio no interior de São Paulo. Enxergava mal, tinha dificuldades para andar, se alimentava pouco e contava frequentemente com a ajuda de empregados para executar tarefas cotidianas. Um de seus amigos disse à imprensa que o artista teria comentado que desejaria partir, caso se tornasse uma pessoa dependente. 

As limitações típicas da velhice são o principal detonador dos casos de depressão entre idosos, conforme pesquisas da psicóloga Denise Pará Diniz, coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "O sistema imunológico, a visão e a capacidade motora e de locomoção ficam comprometidos. Em alguns casos, a pessoa requer auxílio até para fazer a própria higiene. É uma fase de difícil aceitação, e há quem jamais a aceite", afirma a especialista.

Outros fatores que devem ser levados em consideração são o isolamento social e o sentimento de inutilidade, em geral decorrentes da ausência do mercado de trabalho.

"Hoje em dia, a maioria das famílias não tem tempo ou estrutura para cuidar dos idosos. Todos têm de trabalhar e os deixam sós. A solidão, a falta de dinheiro e a dependência entristecem", explica Sônia Fuentes, psicóloga com especialização em geriatria e mestre em Gerontologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). "E mesmo em circunstâncias em que as condições monetárias são boas, há casos em que a depressão e as limitações os atrapalham, impedindo-os de fazer suas escolhas e tornando-os apáticos demais".

A perda de parceiros e amigos de toda uma vida pode contribuir para o surgimento da depressão. "Quando morre alguém querido, morre também uma parte sua. Para um idoso isso é ainda mais grave, porque ele sabe que foi embora um pedaço de sua vida que nunca mais vai poder viver de novo", declara Denise Diniz.

De acordo com o cardiologista Thiago Marchini Naves, diretor-administrativo da Casa Vita – Moradia Assistida para Idosos, em São Paulo, a depressão ainda costuma surgir associada a doenças de grande incidência na terceira idade, como pressão alta, diabetes, infarto, artrose, derrame e câncer. Certos remédios também podem provocar quadros depressivos.

Sinais de alerta

Boa parte dos sintomas é a mesma dos casos de depressão em qualquer faixa etária: distúrbios do sono e do apetite, fadiga, tristeza, choro, dificuldade de concentração e memória falha. O que define a doença é a intensidade e a frequência desses sinais. Mas os idosos, de acordo com a psicóloga Denise Diniz, costumam se entregar com mais facilidade.

"Os idosos têm sentimentos de culpa e inutilidade. Dificilmente vão falar abertamente que querem morrer, porém começam a usar frases como ‘Seria melhor seu eu desaparecesse’, ‘Não queria dar tanto trabalho’, ‘Velho não serve para nada’ etc. A desesperança revelada por essas palavras é um caminho perigoso rumo ao suicídio", diz a médica.

Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) apontam que as taxas de suicídio é maior entre os homens. "As mulheres também sofrem com os problemas típicos da velhice, claro, mas costumam encarar a vida com mais realismo e menos passividade, talvez porque tenham uma noção mais nítida da mortalidade e se cuidem mais, sob os pontos de vista estético e da saúde", afirma Thiago Naves.

Velhice feliz

A maneira com que cada pessoa investe na qualidade de vida ao longo dos anos tem tudo a ver com o que vai colher na terceira idade, obviamente. Racionalmente, o que você faz hoje repercutirá no futuro, mas nem sempre as coisas saem conforme o planejado. E apesar do aumento da longevidade e dos avanços tecnológicos ninguém pode nem deve contar com a garantia de que chegará aos 90, 100 anos, com saúde e vigor.

Além dos medicamentos específicos e das sessões de psicoterapia, para enfrentar a depressão é preciso coragem, motivação e vontade de se adaptar às necessidades de mais uma fase do desenvolvimento humano. A família e os amigos têm papel fundamental para ajudar o idoso a atravessar a doença, mas ele também tem de encontrar os próprios mecanismos de defesa e procurar se manter ativo.

Seja na companhia de parentes, amigos ou em centros de convivência, é fundamental não descuidar da socialização e cultivar algum hobby. Se existe algum tipo de limitação, vale procurar outras formas de atividade. Quem sempre adorou ler ou escrever, por exemplo, mas agora tem a visão debilitada, pode gravar suas memórias ou narrá-las para alguém.

Lembrar acontecimentos antigos e contar histórias para a nova geração são atitudes importantes, porém, o idoso não deve ficar preso somente ao passado. "Ter objetivos é fundamental para ter disposição e mandar bem longe a impressão de que o tempo está acabando", diz a psicóloga Denise Diniz.


Paz!