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quinta-feira, janeiro 8

Encontro discutiu como mulheres e homens vivenciam o envelhecimento de formas diferentes

Com o tema “Envelhecimento e Gênero”, o encontro discutiu 
direitos de homens e mulheres em processo de envelhecimento

O Portal Terceira Idade participou do II Fórum Internacional de Longevidade, que aconteceu em outubro, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de representantes de governos e organizações internacionais.

Aspectos sociais e biológicos têm influência na maneira como homens e mulheres envelhecem? Para debater esta e outras questões, representantes de governos estrangeiros, da Organização das Nações Unidas (ONU) e de diversas instituições internacionais que lidam com a terceira idade, além de jornalistas dos principais órgãos de imprensa do País, estiveram presentes ao II Fórum Internacional de Longevidade, que aconteceu entre os dias 16 e 17 de outubro, no Rio de Janeiro. 

Com o tema “Envelhecimento e Gênero”, o encontro, mediado por Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC, na sigla em inglês), contou com a participação de representantes do Portal Terceira Idade, entre eles, Tony Bernstein, jornalista e diretora geral do Portal, Karol Bernstein, diretor de tecnologia da informação, e Rafael Peregrina, diretor de sustentabilidade. 


Política, trabalho, finanças, seguridade social, direitos de homens e mulheres em processo de envelhecimento, foram temas abordados em painéis conduzidos por representantes do Parlamento Canadense, Organização Internacional do Trabalho, Help Age International e Rádio CBN/GloboNews. A consolidação do debate incluiu discussão em grupos sobre as principais questões para a prática e as políticas necessárias, bem como suas implementações. 

Conscientizar o jovem sobre envelhecimento

“Devemos ter no ensino, desde o primário até o nível universitário, aprendizados sobre envelhecimento, e que isso faça parte da LDB (Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e seja incluído no MEC. É necessário conscientizar a população sobre envelhecimento, incentivando os jovens a trabalhar com idosos”, relatou Rafael Peregrina (na foto, abaixo), do Portal, que participou de um dos grupos de discussão. 

“Sendo jovem e trabalhando com idosos, eu incentivo outros jovens a terem interesse em trabalhos com faixa etária. Hoje em dia, temos poucos jovens engajados nesse trabalho”, enfatizou.



Coordenadora de redação e interatividade do Portal

*soninha*

quinta-feira, janeiro 2

Idoso que sofre de alzheimer desaparece em viagem para Uberlândia


Um idoso de 74 anos está desaparecido desde o último dia 23 de dezembro, quando saiu do interior do estado de Goiás e veio de ônibus para Uberlândia, onde ficaria na casa de parentes.

Antônio Teodoro Borges sofre com o Mal de Alzheimer e precisa de medicamentos controlados. Os familiares não sabem dizer se o idoso desembarcou na cidade.

Quem tiver informações sobre o homem, pode entrar em contato com a família pelos telefones DDD (064) 9259-1315, 9237-3501, ou 3647-2469, ou para a polícia no 181 ou 190.

segunda-feira, outubro 21

Andropausa: descubra os sinais e saiba como lidar


Você anda mais cansado que de costume? Está menos disposto para o sexo? Tem se irritado com muita facilidade? Se você for homem com mais de 50 anos e respondeu sim para essas perguntas, fique atento. A causa para algumas mudanças físicas e emocionais após esta idade pode ser a andropausa, uma espécie de menopausa masculina, que diminui drasticamente os níveis hormonais e exige alguns cuidados.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) Ricardo Meirelles, nem todos os homens apresentam níveis tão baixos de testosterona que podem causar problemas e, em alguns casos, os sintomas podem ser confundidos e atribuídos ao envelhecimento. "Cerca de 20% dos homens entre 50 e 60 anos apresentam a andropausa. Este número aumenta para mais de 80% após os 80 anos", explica.

Ainda assim, é preciso ficar de olho e conhecer os tratamentos adequados para passar por essa fase da melhor maneira. Por isso, o Terra conversou com especialistas no assunto para tirar todas as suas dúvidas sobre o Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), popularmente conhecido como andropausa.

Sintomas 

A andropausa não tem características tão marcantes quanto a menopausa, que é diagnosticada com o fim da menstruação e fortes ondas de calor. No entanto, são frequentes sintomas como a indisposição, tendência a se cansar facilmente, perda de pelos, queda de cabelos, diminuição da libido, dificuldades de ereção e irritabilidade.

Segundo especialistas, os homens também podem sofrer perda de massa muscular. "Com a redução dos níveis de hormônio masculino, ocorre maior tendência a acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal. Além disso, podem ocorrer anemia e perda de massa óssea, com osteoporose", afirma Meirelles.

Diagnóstico 

O exame de sangue é o melhor jeito para diagnosticar a andropausa e calcular a dosagem de testosterona no sangue. Isso porque, são os níveis baixos deste hormônio que caracterizam esta fase. Também é importante realizar outros exames para anular possíveis causas de testosterona baixa, como dosagem da prolactina e gonadotrofinas (hormônios que estimulam os testículos) e hormônios relacionados à função da tireoide.

De acordo com o presidente da SBEM, a redução progressiva dos níveis de testosterona se inicia em torno dos 30 anos, a uma taxa de diminuição de 1% ao ano. Por isso, é preciso ficar atento ao diagnóstico após os 50 anos.

Prazer sexual 

Especialistas explicam que a disfunção erétil pode ocorrer em alguns casos de andropausa, mas existem inúmeros outras alterações associadas a este sintoma, como problemas vasculares, neurológicos e de outros hormônios, que não a testosterona.

Vale lembrar ainda que não são todos os homens que entram na andropausa e sentem diminuição do prazer, segundo a urologista e terapeuta sexual Sylvia Faria Marzano. "Na verdade, mesmo nessa fase, o prazer continua o mesmo, o que altera é a necessidade de buscar o prazer. As relações sexuais podem ficar mais espaçadas sem que isso possa interferir na vida a dois, a não ser que haja cobrança e desconhecimento sobre o assunto".

Tratamento


O tratamento da andropausa consiste em aplicar testosterona ou medicamentos que aumentem a produção deste hormônio pelos testículos. A testosterona pode ser administrada por via injetável, em gel ou adesivos transdérmico.


De acordo com Ricardo Meireles, todos os homens que apresentem níveis baixos de testosterona e sintomas compatíveis com a andropausa devem ser tratados, exceto se houver contraindicações, como câncer de próstata ou de mama masculina.

"Outras condições que contraindicam a reposição hormonal são a apneia do sono, a poliglobulia (excesso de glóbulos vermelhos), a epilepsia e a insuficiência cardíaca descompensada. Estas, entretanto, são contraindicações relativas que, quando tratadas, não impedem a reposição. Os níveis sanguíneos da testosterona devem ser mantidos dentro dos limites da normalidade", avisa o presidente da SBEM.

Mudanças de hábitos

Como os homens podem sofrer perda de massa muscular e acúmulo de gordura na região abdominal, o ideal é manter a alimentação sempre saudável.

Segundo os médicos, não há um alimento específico para ser indicado, mas o excesso de peso pode agravar a deficiência do hormônio masculino. Já o emagrecimento, ajuda a normalizar os níveis de testosterona.

Como lidar

Para passar pela andropausa da melhor maneira, é preciso ser paciente e ter uma parceira compreensiva. "As mulheres começam a cobrar muito o desempenho masculino, o que faz com que o homem fique emocionalmente afetado e cada vez mais ansioso em relação à sua performance sexual", alerta Sylvia Marzano.

Por isso, de acordo com a terapeuta sexual, é fundamental conhecer as mudanças físicas e emocionais do envelhecimento masculino e prevenir possíveis disfunções durante consulta anual com urologista.

"Em relação ao relacionamento sexual, a dica é não ter a expectativa de eterna juventude e lembrar que uma boa conjugalidade se consegue com novidades, individualidade, namoro sem sexo, para a manutenção do erotismo e consequentemente da atividade sexual", afirma Sylvia.

sábado, outubro 5

Câncer de Mama em Homens


Embora raro, o câncer de mama pode, sim, afetar os homens. Câncer de mama em homens representa menos de 1% do total de casos de câncer de mama. O câncer de mama nos homens é diagnosticado com base em uma alteração na mama, geralmente notada pelo próprio paciente, já que não existe rastreamento de câncer de mama em homens.

Fatores de risco de câncer de mama em homens

Aproximadamente 20% dos homens que desenvolvem câncer de mama têm caso(s) de câncer de mama na familia. Aproximadamente 10% deles são portadores de uma mutação genética que os predispõe ao câncer, uma mutação no gene denominado de BRCA2.

Além desta mutação, há outras mutações genéticas, também hereditárias, e que podem predispor ao câncer de mama, mas que são mais raras.

Outros fatores predisponentes são exposição à radiação (por exemplo em acidentes nucleares), raça negra (ao menos nos EUA) e obviamente, a idade (quanto mais velho, maior a incidência, com pico por volta dos 75 anos). Ginecomastia (mama aumentada em homens) é um possível fator de risco, embora isto não esteja totalmente confirmado.

Em função de uma proporção significativa de homens com câncer terem história familiar da doença, todo homem com câncer deveria passar por orientação oncogenética (com oncogeneticista), para que seja estabelecido se o paciente e/ou parentes devam fazer investigação diferente da rotineiramente recomendada.

Prognóstico e sobrevida de homens com câncer de mama

Devido à falta de rastreamento, casos de câncer de mama em homens acabam sendo diagnosticados, em média, mais tarde que em mulheres. A média da idade ao diagnóstico do câncer de mama nos EUA é de 67 anos de idade, contra 61 anos de idade entre as mulheres. Também pela falta de rastreamento, os casos em homens acabam sendo diagnosticados quando o tumor já está um pouco maior do que no caso de mulheres, especialmente as que se submetem a mamografia de rotina. Quando é notada uma alteração suspeita, o homem pode sim ser submetido a mamografia, ultrassom e biópsias nos moldes do que ocorre com as mulheres.

Se analisarmos a chance de cura de um homem com câncer de mama comparada à chance de uma mulher, observamos que as chances são muito parecidas, se considerarmos as doenças no mesmo estágio de desenvolvimento.

Homens que desenvolvem câncer de mama têm um risco aumentado de desenvolver um segundo câncer ao longo da vida, de aproximadamente 20%. Destes segundos cânceres, os mais comuns são câncer de próstata, cólon e bexiga.

Como diagnosticar

Quando um homem nota um nódulo ou crescimento da mama, deve procurar um médico. Assim como nas mulheres, além do exame físico, será realizada mamografia e eventualmente ultrassonografia de mama.

Câncer de mama em homens geralmente se manifesta na região próxima à aréola.

A mamografia pode identificar um nódulo ou microcalcificações suspeitas, embora estas sejam mais raras em tumores em homens que nas mulheres.

Assim como nas mulheres, o diagnóstico do câncer de mama em homens somente pode ser firmado através de uma biópsia ou cirurgia. A peça é avaliada pelo patologista, que com base no aspecto do tumor ao microscópio além de análise por técnica denominada de imunohistoquímica, consegue firmar que se trata de um câncer de mama (ao invés de uma metástase de algum outro tumor, por exemplo). A biópsia pode ser feita com agulha grossa (chamada de core-biopsy) ou com biópsia por sucção (mamotomia).

Aspectos da patologia e estadiamento no câncer de mama em homens

Assim como nas mulheres, o tipo mais comum de câncer de mama é o chamado carcinoma ductal invasivo. Homens também podem ter carcinoma ductal in situ, e apresentam o chamado carcinoma papilífero em até 4% dos casos (este é mais raro em mulheres).

Nos cânceres em homens, a presença de receptores de estrógeno e de progesterona é um pouco mais elevada que nos cânceres em mulheres (80% vs 70%). A proteína Her2 está hiperexpressa um pouco mais frequentemente que nas mulheres. As implicações da presença destas proteínas é igual nos homens que nas mulheres (receptores de estrógeno e progesterona associados com tumores menos agressivos, que respondem a hormonioterapia; hiperexpressão de Her2 associada a tumores mais agressivos, que respondem aterapia anti-Her2). 

O estadiamento – a avaliação da extensão da doença localmente, nos gânglios axilares, e a distância é feita de maneira igual ao que é feito nas mulheres. Como já mencionado, pelo fato de homens não fazerem rastreamento para o câncer de mama, eles acabam sendo diagnosticados com tumores um pouco maiores que aqueles diagnosticados nas mulheres, em média.
Tratamento do câncer de mama em homens

Assim como nas mulheres, o tratamento curativo do câncer de mama obrigatoriamente passa por um procedimento cirúrgico. Diferente das mulheres (nas quais se faz frequentemente uma cirurgia parcial da mama), nos homens quase sempre se faz a retirada completa da mama, a denominada mastectomia radical modificada.

Assim como nas mulheres, é possível fazer a pesquisa do linfonodo sentinela na axila, e se este não tiver doença, poupar o paciente do chamado esvaziamento axilar. Este esvaziamento axilar consiste na retirada de ao menos 10 linfonodos da axila, como meio de prever melhor o prognóstico (risco de recidiva). O esvaziamento pode causar problemas como inchaço no braço e dor crônica, de modo que sempre que possível, deve ser evitado.

Radioterapia é indicado sempre para o tratamento de homens cujo tumor seja maior que 4 cm e/ou quando há comprometimento de mais de 3 linfonodos axilares. Seguindo uma tendência de tratamento em mulheres, hoje se discute também o benefício da radioterapia mesmo em casos de tumores menores ou com menos de 4 linfonodos comprometidos.

O tratamento sistêmico pode ser dividido em hormonioterapia, quimioterapia e terapia anti-Her2. Além disso, o tratamento sistêmico pode ser indicado antes da cirurgia (denominado de tratamento neo-adjuvante), após a cirurgia (denominado de tratamento adjuvante) e em casos de doença metastática (disseminada).

O tratamento hormonioterápico está indicado sempre que o tumor tiver expressão de receptores de estrógeno e/ou progesterona. Quando ele é administrado após a cirurgia, geralmente o tratamento dura entre 5 anos (apenas uma medicação) até 10 anos (uma medicação por 5 anos e uma segunda por mais 5 anos). Em homens, Tamoxifeno continua sendo a hormonioterapia de escolha, já que há poucos dados com a classe de medicações denominada de inibidores de aromatase. Em casos de doença metastática, a hormonioterapia é administrada até que a doença não mais responda ao tratamento.

O tratamento quimioterápico está indicado após a cirurgia de tumores maiores que 1 cm, em casos de linfonodos comprometidos na axila, ou mesmo em casos específicos de tumores menores mas com características mais agressivas na análise do patologista. Além disso, a quimioterapia pode estar indicada em doença metastática.

Existem diversas drogas que podem ser combinadas ou usadas isoladamente, e a escolha das medicações leva em conta diversos parâmetros mais sofisticados cuja discussão não cabe aqui. 

A terapia anti-Her2, indicada somente em casos em que o tumor hiperexpressa a proteína Her2, pode e deve ser usado também em homens. Esta classe de medicações pode estar indicada antes da cirurgia (neo-adjuvância), após a cirurgia (adjuvância) e na doença metastática. Normalmente a medicação é associada a um quimioterápico durante parte do tratamento adjuvante. Na doença metastática, pode ser associada a hormonioterapia, a quimioterapia ou pode ser usada isoladamente.

Por último, vale mencionar que em casos de doença metastática para os ossos, está indicado o uso de uma classe de medicações denominada bisfosfonatos. Estas medicações são administradas paralelamente ao tratamento hormonal, quimioterápico ou à terapia anti-Her2.

Paz!